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17 abril 2008

My Blueberry Nights

É ótimo ver o bom e velho Wong Kar-Wai de "Anjos Caídos" e "Amores Expressos" de volta com uma novidade: um novo sotaque.
O diretor chinês conseguiu muito bem assimilar a cultura americana e misturá-la com maestria a sua temática usual dos encontros e desencontros amorosos.
Sendo um fã ardoroso do trabalho de Kar-Wai, fico com aquela sensação de não ser capaz de fazer uma análise a altura da seu novo filme. Por isso, deixo apenas a recomendação aos leitores do blog de não perder "Um Beijo Roubado" (My Blueberry Nights) e alguns vídeos para dar um gostinho do que se encontra nos cinemas.

Making Of de Blueberry Nights:
http://br.youtube.com/watch?v=ajFK_hYy1OQ

Trailer (tem uma surpresinha no fim.)

Ps.: Nunca imaginei que Norah Jones e Cat Power combinassem tanto.

21 fevereiro 2008

Filmes clássicos "refotografados"

Recentemente, em dois ensaios de temáticas bem semelhantes, as revistas Vanity Fair e Esquire fizeram interpretações fotográficas bem interessantes de cenas famosas da história do Cinema. Enquanto a primeira tem um caráter de homenagem mesmo a segunda fleta com a paródia chegando mesmo a um nível de piada em alguns momentos.



Vanity Fair reencena clássicos de Hitchcock com astros da atualidade.

















Jessica Alba reencena clássicos do cinema para a Esquire.


















19 dezembro 2007

Pequeno Grande Filme ou Quando Scorsese virou Hitchcock

Fica aqui um presente de Natal para todos os cinéfilos, principalmente aqueles, como eu, que perdem o fôlego quando assistem aos filmes de Alfred Hitchcock.
Aparentemente, esta produção de Scorsese é apenas uma propaganda para um produtor de vinhos, mas para quem curte cinema é uma bela obra de arte que homenageia não apenas diversas produções de Hitchcock, mas também alguns de seus colaboradores como Saul Bass e Bernard Hermann.
Feliz Natal e Bom Filme.

Dica: Espere carregar o arquivo inteiro antes de carregar play e veja em tela cheia.

21 outubro 2007

Boletim Edudrix - Mostra de Cinema 2007

Mais um ano, mais uma Mostra.
Este ano com um diferencial. Poucas vezes me vi com tantos filmes de destaque pra assistir. Desde que comecei a freqüentar a Mostra há uns 10 anos, nunca vi uma seleção com tantos ilustres atores e diretores e destaques de festivais. Resultado, fiz uma lista com quase 50 filmes que eu "precisava" ver. Impossível. Acabei me atendo a uma programação com mais ou menos 20 títulos.
Como de praxe, vou tentar fazer uma breve resenha despretenciosa e totalmente subjetiva de cada filme a que assistir. Sempre que possível, vou colocar o link do trailer no título do filme.
Este ano, ao invés de dar notas, vou organizar os filmes por ordem de preferência.
Boa Mostra. Divirtam-se.

Em Paris, de Christophe Honoré
Não só o melhor filme que vi na Mostra, mas também o Melhor filme que vi neste ano todo.
Uma obra de arte completa que relata os relacionamentos a partir dos pontos de vista de três homens que acabam por viver juntos quando um deles volta a casa paterna para viver com o irmão e o pai após o fim de seu casamento. Reune os dois melhores atores da nova geração francesa: Romain Duris e Louis Garrel


Medo da verdade, de Ben Afleck
Uma grata surpresa. Apesar de ser um ator canastrão, Ben Afleck é um puta diretor. Seu irmão é um grande ator. E o roteiro constrói muito bem uma história de detetive realista e cheia de surpresas e reviravoltas.
O personagem central é um dos anti-heróis mais bem compostos que já vi no cinema.


O Mundo, de Jia Zhang-Ke
Jia Zhang-Ke é um dos diretores mais interessantes da atualidade. O ritmo e maneira como escolhe enquadrar a temática das mutações da sociedade chinesa são extremamente inovadores.
É certo que ele exige muito do espectador e seus filmes sempre deixam um sabor um pouco amargo no fim da projeção, mas ainda assim você vai querer rever tudo no dia seguinte.

Paranoid Park, de Gus Van Sant
Van Sant volta a tratar da juventude norte-americana acompanhando o dia-a-dia de um adolescente que se vê envolvido em uma morte acidental. Fotografia impactante do sempre fantástico Christopher Doyle.





Canções de amor, de Christophe Honoré
Eu não havia me programado pra ver este filme, mas depois de ver "Em Paris", procurei a produção mais recente no Honoré na repescagem e não me arrependi. Pela primeira vez na vida, vi um musical e gostei. A história acompanha o personagem principal em suas andaças por Paris na tentativa de preencher o vazio deixado pela morte da namorada.

Cada um com seu cinema, de diversos diretores
Em comemoração aos 60 anos de Cannes, uma coleção de 32 curtas de 3min que têm como tema o cinema. A qualidade oscila muito, como é comum nesse tipo de projeto. Meu preferido foi "Diário de um espectador" de Nanni Moretti.
Alguns filmes como os de Wong Kar-Wai, Lars Von Trier , dos irmãos Dardenne, de Zhang Yimou , de Alejandro González Iñárritu e de Walter Sales estão disponíveis no You Tube.



Sonhando Acordado, de Michel Gondry
Sonho e realidade se confundem na vida de um artista inventor que se apaixona pela vizinha. Talvez esta seja uma das melhores atuações da carreira de Bernal e talvez um dos filmes mais psicodélicos que já vi.
Altamente recomendável pra quem gostou de "Quero ser John Malcovich".


Persépolis, de Marjane Satrapi, Vincent Paronnaud
Animação que adapta a história em quadrinhos onde Satrapi conta sua infância e adolescência no Irã e na Áustria. Tão bom, ou talvez melhor que o original.





I'm not there, de Todd Haynes
Vários atores, em uma narrativa aberta e nem um pouco linear retratam as várias facetas de Bob Dylan. O destaque fica para as representações magistrais de Cate Blanchet e Christian Bale.






Senhores do Crime, de David Cronenberg
Um ótimo filme de gangsters muito bem realizado com uma cena antológica de luta. Só isso. Não espere nada que vá mudar sua vida.





Mutum, de Sandra Kogut
Mais um filme que trata da temática da vida no sertão brasileiro.
Trabalho muito sensível de adaptação de "Miguilim" de Guimarães Rosa.





Glória ao cineasta, de Takeshi Kitano
Desta vez, Kitano deixa de lado os dramas e filmes profundos simplesmente pra tirar um sarro e mostrar como mesmo brincando ele dirige melhor que muita gente. Vale para os fãs do diretor japonês que vão dar boas risadas.




Déficit, de Gael Garcia Bernal
Inegavelmente, Bernal é o astro deste ano na Mostra de SP. Além de participar de vários filmes na programação, o mexicano faz seu debut de realizador com este filme que me lembrou muito o finado movimento Dogma, principalmente o perturbador Festa de família. A câmera quase documental, acompanha o filho de um político e seus amigos em uma festa na casa de campo da família. O personagem principal sintetisa a crise de identidade da burguesia latino-americana.

Kimera, de Paul Auster
Sempre que Paul Auster dirige um filme, eu vou na estréia esperando encontrar aquele impacto que seus livros me causam e sempre me decepciono. O filme deste escritor que encontra sua musa em carne e osso não é ruim, mas é mera diversão de sábado a noite.



Valente, de Neil Jordan
Estão lá todos os ingredientes de um filme tipicamente hollywoodiano com uma única exceção: o final moralista tão comum nas produções de grandes estúdios. O fim com certeza salva o filme de um diretor que mesmo estando competente aqui, já fez muito melhor antes. Bom, já contei quase tudo dessa produção que analisa como a violência afeta a psique humana e sobre como é tênue a linha que separa a justiça da vingança.


O Preço da Coragem, de Michael Winterbottom
Filme que reconta o sequestro do jornalista Daniel Pearl no Afeganistão e a luta de sua esposa grávida em busca de informações sobre o marido.
Como todo filme de Winterbottom é forte e te deixa uma sensação de mal-estar existêncial, te fazendo ter vergonha de pertencer a raça humana, mas é inferior a seus outros filmes.


Blind Mountain, de Li Yang
Uma garota é sequestrada e vendida como esposa a uma camponês no interior da China. Este drama explora todas as implicações sociais, culturais e policiais deste hábito tão estranho e comum por aqueles lados.



Mal Nascida, de João Canijo
O realizador português de "Noite Escura" e "Ganhar a vida" volta aos seus temas preferidos: violência, sexo e incomunicabilidade. Desta vez, encena em uma aldeia portuguesa e coloca pitadas de incesto para apimentar a receita. Interessante notar como há algumas personalidades recorrentes nos filmes de Canijo.


Moebius Redux, de Hasko Baumann
Documentário televisivo que tentar traçar um panorama da extensa carreira do artista gráfico Jean Giraud "Moebius". Não traz nenhuma informação nova. Vale pra quem não conhece o trabalho de Moebius.




Império dos sonhos, de David Lynch
Imagine pegar um livro de 500 páginas, tirar os números das folhas, misturar tudo e jogar algumas partes fora. Agora, você dá pra alguém ler e pergunta sobre o que trata a trama.
Mais um filme quebra-cabeça de David Lynch. Todos saem do cinema com teorias e querendo ir logo a internet pra descobrir qual era a história do filme.


Invisíveis, de diversos diretores.
Documentário produzido pela organização Médicos Sem Fronteiras e que denuncia o sofrimento de muita gente sem voz na mídia. Analisa desde a exploração infantil em guerras na África até a ganância da indústria farmacêutica. Grande valor social, mas sem qualquer valor artístico.



Brigada Pára-quedista, de Evaldo Mocarzel
Toda trabalho artístico contém um discurso e quando o documentarista decide se omitir e simplesmente registrar o que vê como se não tivesse opinião nenhuma o resultado é um trabalho vazio. Pra qualquer civil que assiste, resta apenas a diversão de ver os estranhos costumes que ficam restritos aos quartéis como gritos de guerra nacionalistas e o estranho companheirismo que existe entre militares.
A Mostra deste ano começou como sendo de Garcia Bernal e terminou com a descoberta de Chistophe Honoré e Louis Garrel. Todo ano é sempre um conjunto de surpresas agradáveis.
Até o ano que vem...

27 setembro 2007

Hotel Chevalier

Como muita gente está tendo dificuldade em encontrar o novo curta de Wes Anderson, aí vai ele:

21 outubro 2006

Boletim Edudrix

Posso dizer que foi uma edição mediana da Mostra que teve bons filmes, mas nenhuma surpresa ou revelação. Meus diretores preferidos, em sua maioria, não estavam presentes, então eu já não tinha grandes espectativas. "Cheiro do ralo" ganhou o premio do juri, merecidamente. Lembro que raramente um filme nacional ganha esse prêmio. "A Batalha de Paris" foi o mais votado pelo público, mas não consegui pegar nenuma sessão dele. Bom, foi divertido, o que mais eu posso dizer?

Sentado na escada do Cine Bombril, na fila para "O Labirinto do Fauno" cinco minutos antes de acabar a luz. Não me perguntem como foi o filme.


EUA contra John Lennon - David Leaf, John Scheinfeld - Nota 8,0
Como a administração Nixon uniu FBI, CIA e Imigração parar silenciar John Lennon. O tipo de filme que te faz perceber a importância de um cara como John Lenon e do estrago que loucos como o Bush ou o Nixon são capazes de fazer por terem poder demais nas mãos.

Still Life - Jia Zhangke - Nota 8,0
Usando vídeo digital, Jia Zhangke retrata uma sociedade em profundo processo de mudança e a maneira como as relações afetivas se rompem com facilidade pelo meio do caminho. Em resumo, como os chineses estão perdendo todos os seus referenciais do dia para a noite.

Histórias Tenebrosas - Richard Oswald - Nota 9,0
Contos clássicos de supense adaptados por Oswald para um gênero meio "terrir", através de interpretações caricatas dos ótimos atores. Acompanhamento musical muito competente feito a partir das improvisações pianísticas de Paulo Braga. A única história realmente tenebrosa foi a completa ausência de qualquer tipo de iluminação no pianista.
Juventude em Marcha - Pedro Costa - Nota 5,5
Eu sempre aplaudo artistas corajosos que não tem medo de se arriscar em visões particulares do mundo, mas não consegui me envolver pela direção de Pedro Costa ou pela história desses fantasmas vivos que perambulam pelos subúrbios resgatando seus lamentos e lembranças

Paris, te amo- Diversos diretores - Nota 9,0
Apesar da visão dos vinte e um autores oscilar muito, ainda assim o resultado é extremamente positivo. Um capítulo para cada bairro, e Paris é sempre Paris. Destaque para os capítulos dos irmãos Cohen, de Tom Tykwer e de Sylvain Chomet

Um Longo Caminho - Zhang Yimou - Nota 8,5
Esse é o tipo de filme cujo plot não convence ninguém a comprar o ingresso, mas a maestria de Zhang Yimou ( o mesmo de "Lanternas Vermelhas", "Caminho para Casa", "Nenhum a Menos" e "Herói") faz com que até os corações de pedra se emocionem nos trechos principais do filme. É dificil ser sensível sem ser peigas, mas Yimou sempre consegue.

Sempre Bela - Manoel de Oliveira - Nota 8,0
Os dois personagens principais de A Bela da Tarde se reencontram muitos anos depois. Não ficou muito claro pra mim se Manoel de Oliveira quis fazer uma homenagem ou uma paródia. Bom, os filmes de Oliveira são sempre meio enigmáticos. Ainda assim, imperdível.

O Cheiro do Ralo - Heitor Dhalia - Nota 8,5
Lourenço Mutarelli foi o escritor que se predispôs a mapear o inferno. Pois bem, este filme tem um relato de parte desta pesquisa pelos fetiches, inseguranças e excentricidades do ser humano. Mórbido, escatológico e engraçado ao mesmo tempo. Atores de calibre ( incluindo o debut do próprio Mutarelli) e ritmo acertado. Só não ficou bem a trilha sonora.

O Grito das Formigas - Mohsen Makhmalbaf - Nota 6,0
O que eu mais gostava dos filmes iranianos é que eles eram cheios de poesia, diziam muito através das imagens e isso bastava. Agora, eles são cheios de discursos e verdades inquestionáveis e isso os torna muito chatos e redundantes.

Oscar Niemeyer, A Vida é um Sopro - Fabiano Maciel - Nota 7,5
Um sopro bem longo se formos considerar que este filme vai comemorar o centenário do arquiteto brasileiro mais ilustre. É um documentário muuuito melhor que o outro sobre o Frank Gehry, não segue o caminho da bajulação, compila as frases mais importantes de Niemeyer, acompanha sua carreira de forma coerente e deixa o Niemeyer falar de si mesmo muito mais do os outros falerem dele, ainda assim falta arquitetura, pois como seria natural a qualquer arquiteto de quase 80 anos de carreira, Niemeyer está consado de falar de arquitetura...prefere as mulheres ( quem é que discorda?).

A Última Noite - Robert Altman - Nota 7,5
O interessante dos filmes do Robert Altman é que eles são tão coerentes com um Festival de Cinema como com a Sessão da Tarde na TV. Histórias de pessoas completamente normais na gravação do último show de um programa de rádio. uM bom Altman.

Fonte da Vida - Daren Aronofsky - Nota 10
Uma grande obra de arte é aquela que causa uma mudança no espectador. A Fonte da Vida não é o tipo de filme do qual se gosta ou não, ele está além da questão de gosto. Aronofsky integra filosofia, narrativa não-linear e leitura aberta em uma obra que te faz refletir sobre muitas coisas, não oferece conclusões, mas usa a poesia para sugerir questões.

O Grande Truque - Christopher Nolan - Nota 9,5
Nolan ilude e brinca como o espectador, é regente de um concerto onde tudo é ilusão (ou não?). Ótimos atores, roteiro impecável, direção segura. Uma obra de arte construída em camadas.

Esboços para Frank Gehry - Sydney Pollack - Nota 6,0
Por que é que 90% dos documentários sobre artistas famosos seguem sempre o caminho da adulação?
É muito interessante ver o processo de trabalho de Gehry e saber a história de sua vida, mas cansa ficar vendo todos "puxando seu saco". Enfim, daria pra resumir o filme nos depoimentos do genial Julian Schnabel, de robe e óculos escuros, tomando vinho e falando sobre arte.

Fora de Jogo - Jafar Panahi - Nota 7,0
Se você for mulher e viver no Irã, ir a um jogo de futebol pode ser uma grande aventura. Recomendável só para os fãs do cinema iraniano.
Ps: O interessante desses filmes orientais é o papel que eles tem de serem janelas para realidades que a gente nem imagina que existam.

Sonhos com Shangai - Wang Xiaoshuai - Nota 7,5
Em uma pequena cidade industrial do interior da China, duas gerações lidam com as decisões de suas juventudes. Às vezes, o preço a pagar é alto demais.


O Crocodilo - Nanni Moretti - Nota 9,0
Só um dos maiores cineastas italianos pra fundir de maneira coerente duas narrativas completamente diferentes. Na mesma época em que um produtor de cinema passa pela pior crise de sua vida, cai em sua mão um roteiro para um filme inspirado na vida do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi.
Nanni Moretti vive me surpreendendo.

Caminho para Guantánamo-Michael Winterbottom-Nota 8,0
"O mundo não é um lugar agradável". É o tipo de lugar em que uma guerra começa durante sua viagem de férias e você é preso confundido como soldado inimigo. Seu destino: Guantánamo, mais conhecido como inferno. História real de um grupo de amigos filmada pelo mesmo diretor de "Bem-vindo a Sarajevo".
Leonard Cohen - I'm Your man - Lian Lunson - Nota 6,5
Pode ser uma experiência muito frustrante ir ver um filme sobre o cantor e compositor Leonard Cohen e passar 90% do tempo vendo cantores obscuros interpretando suas canções, e aí, quando chega o finalzinho e o "ladies man" sobe no palco, você é obrigado a aguentar o Bono Vox dividindo as letras com ele.
É um documentário que vale por ser sobre quem é, pois fora isso não conta quase nada da vida do homem da "golden voice" e ele só aparece cantando em meia música.

Scanner Darkly - Richard Linklater - Nota 7,5
Linklater continou experimentando a técnica de animação que desenvolveu para 'Waking Life" e é bem interessante ver como ela evoluiu para essa adaptação de um texto de Philip K. Dick, mas a narrativa tem um ritmo meio estranho, bem cansativo. Não sei se isso se deve ao Dick ou ao Linklater.
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Pois é, meus caros. Cá estamos mais uma vez acompanhando um dos momentos mais especiais do ano em São Paulo. Aguardem atualizações quase diárias desta postagem a respeito dos filmes da Mostra.
Se você se vê em uma sala de exibição escura e pensa " que filme eu vim ver mesmo?", você provavelmente está na Mostra de Cinema de São Paulo.
Lá vamos nós para o nono ano de Mostra.
Ps: Cliquem nos títulos dos filmes para verem os trailers (quando houver algum).