27 novembro 2006

Mário Cesariny (1923 - 2006)

MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS nasceu no dia 9 de Agosto de 1923 em Lisboa. Freqüentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio e estudou música com o compositor Fernando Lopes Graça. Considerado o mais importante representante poeta português da escola Surrealista, encontra-se em 1947 com André Breton, fato determinante no desenvolvimento de seu trabalho literário. Ainda nesse ano participa, junto com Alexandre O'neill, Antônio Pedro etc., do Grupo Surrealista de Lisboa. Algum tempo depois, por não concordar com a linha ideológica do grupo, afasta-se de maneira polêmica e funda o "Grupo Surrealista Dissidente". Principal representante do Surrealismo português, Mario Cesariny, no início de sua produção literária, mostra-se influenciado por Cesário Verde e pelo Futurismo de Álvaro de Campos, heterônimo de Fernando Pessoa. Ao integrar-se ao Grupo Surrealista, muda o seu estilo, trazendo para sua obra o "absurdo", o "insólito" e o "o inverossímil". Além de poeta, romancista, ensaísta e dramaturgo, também dedicou-se a às artes plásticas, sobretudo à pintura.

Rua do Ouro

Ai dele que tanto lutou e afinal
está tão só. Tão sozinho. Chora.
Direcção da Companhia Tantos de Tal.
Cinquenta e três anos. Chove, lá fora.

Chora, porquê? Ora, chora.
Uma crise de nervos, coisa passageira.
É, talvez, pela mulher que o adora?
(A ele ou à carteira?)

Seis horas. Foi-se o pessoal.
O homem que venceu está sozinho.
Mas reage:que diabo. Afinal...
E olha para o cofre cheínho.

Sim estou só ainda bem por que não? ele diz
batendo com os punhos na mesa.
Lutei e venci. Sou feliz
E bate com os punhos na mesa.

Seis e meia. Ó neurastenia
o homem que venceu está de borco
e sente uma grande agonia
que afinal é da carne de porco
que comeu no outro dia.

É da carne de porco ele diz
vendo a chuva que cai num saguão.
É da carne de porco. Sou feliz.
E ampara a cabeça com as mãos.

Durante toda a vida explorou o semelhante.
Por causa dele arruinaram-se uns cem.
Agora, tem medo. E o farsante
diz que é feliz diz que está muito bem.

Sim, reage. Que diabo. Terei medo?
E vê as horas no relógio vizinho.
Mas, ai, não é tarde nem cedo.
Ele, que venceu, está sozinho.

Venceu quem? Venceu o quê? Venceu os outros
Os outros, os que o queriam vencer!
Arruinou-os, matou-os aos poucos.
Então não o queriam lá ver?

Sim, reage: Esta noite a Leonor
amanhã de manhã o Salemos
e depois? Ah o novo motor
veremos veremos veremos

Mas pouco do que diz tem sentido.
Tudo hoje lhe é vago uniforme miudinho.
O homem que venceu está vencido.
O dinheiro tapou-lhe o caminho.

Os filhos? esperam que ele morra.
A mulher? espera que ele morra.
O sócio? Pede a Deus que ele morra!
Só a Anita não quer que ele morra!
Ai, maldita carne, murmura
vendo a água que há no saguão.
Tinha demasiada gordura!
E veste o casaco e o gabão.

Passa os olhos pelo lenço. Acabou-se.
Vai sair. Talvez vá jantar?
É inverno. Lá fora, faz frio.

O homem que venceu matou-se
na margem mais escura do rio
ao volante dum belo Packard

21 novembro 2006

Por que Chris Ware é o maior artista gráfico da atualidade?

Veja os últimos trabalhos de Ware para a Revista New Yorker e entenda o por quê.




19 novembro 2006

Soluções para São Paulo

Muito se fala sobre as dificuldades de se viver em São Paulo, entretanto poucos são os que deixam a cidade em busca de maior qualidade de vida. A razão principal é que em pouquíssimos lugares do mundo se encontra a oferta de serviços, cultura e entretenimento que São Paulo oferece aos seus habitantes.
Como se pode resolver os problemas da metrópole a fim de se usufruir plenamente os pontos positivos que esta tem a oferecer?
Não é preciso ser urbanista ou grande teórico para se enumerar as três questões mais urgentes de se resolver em São Paulo: violência, poluição e trânsito caótico. Duas destas três estão diretamente ligadas a um único elemento: o automóvel.
Qualquer um que já tenha vivido em uma capital européia sabe a loucura que é desenvolver um modelo de cidade amparado no carro como principal meio de locomoção. Em São Paulo isso ocorreu não só por influência do modelo norte-americano, mas também pela força do lobby da industria automobística e por uma sequência de prefeitos que priorizaram em seus governos grandes obras viárias, colocando de lado o mais que necessário investimento em transporte público. Resultado: os ônibus paulistanos são uma vergonha e o metrô, apesar de eficiente, tem uma rede insuficiente para as dimensões e necessidades da capital do estado.
Para se resolver isso, não é preciso nenhum plano mirabolante, basta que se invista em transporte público ( principalmente metrô) e em ciclovias.
Estou falando disso, porque encontrei um vídeo muito simpático e didático que fala do assunto.
Não deixem de ver.


15 novembro 2006

Minhas escolhas na 27ª Bienal de Artes de SP

Armando Andrade Tudela
Nascido em 1975, em Lima
Vive e trabalha em Maastrich, na Holanda
É um multiartista: assina maquetes, esculturas, colagens (em papel e outdoors) e guache sobre papel, com o propósito declarado de subverter as condições em que signos e símbolos se estabelecem como elementos fixos e estáticos.


Cláudia Cristóvão
1973, Luanda (Angola). Vive em Amsterdã (Holanda).
Nos últimos anos, a angolana Cláudia Cristóvão desenvolveu uma seqüência de trabalhos relacionados ao meio cinematográfico. Seus filmes desvelam uma grave tensão entre espaço público e os indivíduos, com narrativas carregadas de emoções e propensas a apagar as fronteiras entre ficção e realidade. Em telas de cristal líquido, as obras estabelecem um diálogo íntimo com o observador. Com Fata Morgana, a artista aborda pela primeira vez sua herança pós-colonial, retratando portugueses nascidos na África que avaliam sua própria identidade.


Susan Turcot
Nasceu no Canadá e hoje vive em Berlim.
Foi convidada da Bienal para ser artista residente no país. Decidiu ir para o Acre, e pesquisou imagens de satélite da região, que serão matéria-prima para desenhos. Além disso, deve organizar oficinas de sons e imagens artísticas.





Kristina Solomoukha
1971, Kiev, Ucrânia
Residente em Paris, França
O trabalho da artista gira em torno da reflexão sobre o espaço urbano, que atua tanto como sujeito de acontecimentos históricos como base para as utopias de seus habitantes. Um destes trabalhos foi produzido no Brasil em 2005, durante sua residência no Edifício Copan, em São Paulo-SP, obra que foi produzida a partir de bases conceituais similares às apresentadas em locais como a Akademie der Künste, em Berlim, Alemanha (2000); Fiacre, Nova York, EUA (2000); Quartier Éphémère, Montreal, Canadá (1999); e Villa Médicis Hors Les Murs, Berlim, Alemanha (1997).


Léon Ferrari
Nasceu em Buenos Aires em 1920. Vive e trabalha em Buenos Aires, Argentina.
Viveu em São Paulo, como exilado político, de 1976 a 1984. Em 1991 voltou a viver em Buenos Aires.
A polêmica sempre rondou seu trabalho, de conteúdo fortemente político. A exposição "León Ferrari 1954-2004", no Centro Cultural de Recoleta, em Buenos Aires, foi fechada por pressão de uma organização católica que a considerou "blasfema". O artista, que sempre viu a imagem católica do inferno como uma justificativa da Igreja para matar e torturar gente desde a época das cruzadas até as ditaduras latino-americanas da década de 1960 e 70, expôs a obra "Cristo crucificado en un avión de combate". Nela, a figura do Cristo está presa a um avião de combate norte-americano.

08 novembro 2006

Algumas experiências com aquarela


Inspiradas pela paisagem do Douro.

21 outubro 2006

Boletim Edudrix

Posso dizer que foi uma edição mediana da Mostra que teve bons filmes, mas nenhuma surpresa ou revelação. Meus diretores preferidos, em sua maioria, não estavam presentes, então eu já não tinha grandes espectativas. "Cheiro do ralo" ganhou o premio do juri, merecidamente. Lembro que raramente um filme nacional ganha esse prêmio. "A Batalha de Paris" foi o mais votado pelo público, mas não consegui pegar nenuma sessão dele. Bom, foi divertido, o que mais eu posso dizer?

Sentado na escada do Cine Bombril, na fila para "O Labirinto do Fauno" cinco minutos antes de acabar a luz. Não me perguntem como foi o filme.


EUA contra John Lennon - David Leaf, John Scheinfeld - Nota 8,0
Como a administração Nixon uniu FBI, CIA e Imigração parar silenciar John Lennon. O tipo de filme que te faz perceber a importância de um cara como John Lenon e do estrago que loucos como o Bush ou o Nixon são capazes de fazer por terem poder demais nas mãos.

Still Life - Jia Zhangke - Nota 8,0
Usando vídeo digital, Jia Zhangke retrata uma sociedade em profundo processo de mudança e a maneira como as relações afetivas se rompem com facilidade pelo meio do caminho. Em resumo, como os chineses estão perdendo todos os seus referenciais do dia para a noite.

Histórias Tenebrosas - Richard Oswald - Nota 9,0
Contos clássicos de supense adaptados por Oswald para um gênero meio "terrir", através de interpretações caricatas dos ótimos atores. Acompanhamento musical muito competente feito a partir das improvisações pianísticas de Paulo Braga. A única história realmente tenebrosa foi a completa ausência de qualquer tipo de iluminação no pianista.
Juventude em Marcha - Pedro Costa - Nota 5,5
Eu sempre aplaudo artistas corajosos que não tem medo de se arriscar em visões particulares do mundo, mas não consegui me envolver pela direção de Pedro Costa ou pela história desses fantasmas vivos que perambulam pelos subúrbios resgatando seus lamentos e lembranças

Paris, te amo- Diversos diretores - Nota 9,0
Apesar da visão dos vinte e um autores oscilar muito, ainda assim o resultado é extremamente positivo. Um capítulo para cada bairro, e Paris é sempre Paris. Destaque para os capítulos dos irmãos Cohen, de Tom Tykwer e de Sylvain Chomet

Um Longo Caminho - Zhang Yimou - Nota 8,5
Esse é o tipo de filme cujo plot não convence ninguém a comprar o ingresso, mas a maestria de Zhang Yimou ( o mesmo de "Lanternas Vermelhas", "Caminho para Casa", "Nenhum a Menos" e "Herói") faz com que até os corações de pedra se emocionem nos trechos principais do filme. É dificil ser sensível sem ser peigas, mas Yimou sempre consegue.

Sempre Bela - Manoel de Oliveira - Nota 8,0
Os dois personagens principais de A Bela da Tarde se reencontram muitos anos depois. Não ficou muito claro pra mim se Manoel de Oliveira quis fazer uma homenagem ou uma paródia. Bom, os filmes de Oliveira são sempre meio enigmáticos. Ainda assim, imperdível.

O Cheiro do Ralo - Heitor Dhalia - Nota 8,5
Lourenço Mutarelli foi o escritor que se predispôs a mapear o inferno. Pois bem, este filme tem um relato de parte desta pesquisa pelos fetiches, inseguranças e excentricidades do ser humano. Mórbido, escatológico e engraçado ao mesmo tempo. Atores de calibre ( incluindo o debut do próprio Mutarelli) e ritmo acertado. Só não ficou bem a trilha sonora.

O Grito das Formigas - Mohsen Makhmalbaf - Nota 6,0
O que eu mais gostava dos filmes iranianos é que eles eram cheios de poesia, diziam muito através das imagens e isso bastava. Agora, eles são cheios de discursos e verdades inquestionáveis e isso os torna muito chatos e redundantes.

Oscar Niemeyer, A Vida é um Sopro - Fabiano Maciel - Nota 7,5
Um sopro bem longo se formos considerar que este filme vai comemorar o centenário do arquiteto brasileiro mais ilustre. É um documentário muuuito melhor que o outro sobre o Frank Gehry, não segue o caminho da bajulação, compila as frases mais importantes de Niemeyer, acompanha sua carreira de forma coerente e deixa o Niemeyer falar de si mesmo muito mais do os outros falerem dele, ainda assim falta arquitetura, pois como seria natural a qualquer arquiteto de quase 80 anos de carreira, Niemeyer está consado de falar de arquitetura...prefere as mulheres ( quem é que discorda?).

A Última Noite - Robert Altman - Nota 7,5
O interessante dos filmes do Robert Altman é que eles são tão coerentes com um Festival de Cinema como com a Sessão da Tarde na TV. Histórias de pessoas completamente normais na gravação do último show de um programa de rádio. uM bom Altman.

Fonte da Vida - Daren Aronofsky - Nota 10
Uma grande obra de arte é aquela que causa uma mudança no espectador. A Fonte da Vida não é o tipo de filme do qual se gosta ou não, ele está além da questão de gosto. Aronofsky integra filosofia, narrativa não-linear e leitura aberta em uma obra que te faz refletir sobre muitas coisas, não oferece conclusões, mas usa a poesia para sugerir questões.

O Grande Truque - Christopher Nolan - Nota 9,5
Nolan ilude e brinca como o espectador, é regente de um concerto onde tudo é ilusão (ou não?). Ótimos atores, roteiro impecável, direção segura. Uma obra de arte construída em camadas.

Esboços para Frank Gehry - Sydney Pollack - Nota 6,0
Por que é que 90% dos documentários sobre artistas famosos seguem sempre o caminho da adulação?
É muito interessante ver o processo de trabalho de Gehry e saber a história de sua vida, mas cansa ficar vendo todos "puxando seu saco". Enfim, daria pra resumir o filme nos depoimentos do genial Julian Schnabel, de robe e óculos escuros, tomando vinho e falando sobre arte.

Fora de Jogo - Jafar Panahi - Nota 7,0
Se você for mulher e viver no Irã, ir a um jogo de futebol pode ser uma grande aventura. Recomendável só para os fãs do cinema iraniano.
Ps: O interessante desses filmes orientais é o papel que eles tem de serem janelas para realidades que a gente nem imagina que existam.

Sonhos com Shangai - Wang Xiaoshuai - Nota 7,5
Em uma pequena cidade industrial do interior da China, duas gerações lidam com as decisões de suas juventudes. Às vezes, o preço a pagar é alto demais.


O Crocodilo - Nanni Moretti - Nota 9,0
Só um dos maiores cineastas italianos pra fundir de maneira coerente duas narrativas completamente diferentes. Na mesma época em que um produtor de cinema passa pela pior crise de sua vida, cai em sua mão um roteiro para um filme inspirado na vida do primeiro-ministro italiano Silvio Berlusconi.
Nanni Moretti vive me surpreendendo.

Caminho para Guantánamo-Michael Winterbottom-Nota 8,0
"O mundo não é um lugar agradável". É o tipo de lugar em que uma guerra começa durante sua viagem de férias e você é preso confundido como soldado inimigo. Seu destino: Guantánamo, mais conhecido como inferno. História real de um grupo de amigos filmada pelo mesmo diretor de "Bem-vindo a Sarajevo".
Leonard Cohen - I'm Your man - Lian Lunson - Nota 6,5
Pode ser uma experiência muito frustrante ir ver um filme sobre o cantor e compositor Leonard Cohen e passar 90% do tempo vendo cantores obscuros interpretando suas canções, e aí, quando chega o finalzinho e o "ladies man" sobe no palco, você é obrigado a aguentar o Bono Vox dividindo as letras com ele.
É um documentário que vale por ser sobre quem é, pois fora isso não conta quase nada da vida do homem da "golden voice" e ele só aparece cantando em meia música.

Scanner Darkly - Richard Linklater - Nota 7,5
Linklater continou experimentando a técnica de animação que desenvolveu para 'Waking Life" e é bem interessante ver como ela evoluiu para essa adaptação de um texto de Philip K. Dick, mas a narrativa tem um ritmo meio estranho, bem cansativo. Não sei se isso se deve ao Dick ou ao Linklater.
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Pois é, meus caros. Cá estamos mais uma vez acompanhando um dos momentos mais especiais do ano em São Paulo. Aguardem atualizações quase diárias desta postagem a respeito dos filmes da Mostra.
Se você se vê em uma sala de exibição escura e pensa " que filme eu vim ver mesmo?", você provavelmente está na Mostra de Cinema de São Paulo.
Lá vamos nós para o nono ano de Mostra.
Ps: Cliquem nos títulos dos filmes para verem os trailers (quando houver algum).



14 outubro 2006

Balanço de um mês quadrinhístico

Setembro foi um mês repleto ( pra não dizer lotado) de atividades ligadas às HQs. Além das aulas normais e dos três eventos que serviram pra promover a recém-lançada Garagem Hermética, ainda trabalhei em duas Oficinas de HQ, elaboradas para o público jovem e realizadas em bibliotecas municipais na zona norte de São Paulo.
Como produto direto dessas aulas, organizei dois fanzines com os trabalhos dos alunos: "Quadricomix" e "Nós".
Em breve, os dois poderam ser encontrados nas bibliotecas Sylvia Orthof e José Mauro Vasconcelos.

06 outubro 2006

Outubro

Outubro vai ser um mês de maratona pra quem acompanha o circuito de artes plásticas. Além da programação do mês estar repleta de exposições, ainda é preciso destacar a importância de todas elas. Quero ver quem vai conseguir ver tudo isso:

27ªBIENAL INTERNACIONAL DE SÃO PAULO
De 7/10 a 17/12; ter. a sex.: das 9h às 21h (acesso até as 20h). Sáb., dom. e feriados: das 10h às 22h (acesso até as 21h)
Parque Ibirapuera - pavilhão da Bienal (av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº, Ibirapuera, região sul, portão 3, tel. 5576-7600) Entrada franca

OFF BIENAL 2
Mube (av. Europa, 218, tel. 3081-8611). Ter. a dom.: 10h às 19h. Até 5/11. Grátis.

TRANSVERSAL
Galeria Sergio Caribé (r. João Lourenço, 79, tel. 3842-5135). Seg. a sex.: 10h às 18h. Sáb.: 10h às 13h. Dia 12: fechado . Até 31/10. Grátis.

27ª BIENAL DA CASA DA XICLET
Casa da Xiclet (r. Fradique Coutinho, 1.855, tel. 7314-4550). Seg. a dom.: 14h às 21h. Abertura 7/10. Até 29/10. Grátis.

INAUGURAÇÃO DO IAC
Centro Universitário Maria Antônia - prédio Joaquim Nabuco (r. Maria Antônia, 258, Vila Buarque, região central, tel. 3083-6322). Ter. a dom.: 10h às 18h. Dia 12: fechado. Até 10/12

CONCRETA' 56 - A RAIZ DA FORMA
MAM Parque Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº, portão 3, parque Ibirapuera, região sul, tel. 5549-9688). Ter. a dom.: 10h às 18h. Até 3/12.

MAM NA OCA
Parque Ibirapuera - pavilhão da Oca (av. Pedro Álvares Cabral, s/ nº, portão 3, Parque Ibirapuera, região sul, tel. 5549-2744). Ter. a dom.: 10h às 18h. Até 10/12.

COLETIVA DO PROGRAMA DE EXPOSIÇÕES
CCSP-Piso Caio Graco (r. Vergueiro, 1.000, Liberdade, região central, tel. 3383-3402). Ter. a sex.: 10h às 20h. Sáb.: 10h às 18h. Dom.: 10h às 16h. Dia 12: fechado. Abertura 10/10. Até 26/11

FLUXUS - UMA LONGA HISTÓRIA COM MUITOS NÓS
Instituto Tomie Othake- R. Coropés, 88, Pinheiros, região oeste, tel. 2245-1900. Ter. a dom.: 11h às 20h. Até 8/10

05 outubro 2006

Garagem Hermética # 1

Garagem Hermética #1 – 28 páginas – formato 15 cm x 23 cm – Capa colorida e miolo P&B – R$ 3,00
Autores: A menina e o Lobo - Kleber de Sousa (roteiro e arte);Gutei e o dedo - Edu Mendes (roteiro e arte);Um gênio e sua garagem - Nobu Chinen (texto);Onde Estão os Tatus-Bolinha - Cadu Simões e Harriot Jr. (roteiro) e Camila Torrano (arte);Ela me quer só para me ter - Bernard Blazek (roteiro e arte);Promoção - Fabio Silva (roteiro e arte);Amor de Mãe - Rodrigo Tauguchi (roteiro e arte);Vida e Cerveja - Rodrigo Alonso (roteiro) e Felipe Cunha (arte);Mistério dos Andes - Luigi Colafligi (roteiro e arte);Crônicas Élficas - Kleber de Sousa (roteiro e arte);The Division Bell - Rodrigo Alonso (roteiro) e Felipe Cunha (arte);Que importa - Roberta Bronzzato (roteiro) e Edu Mendes (arte).

Leia a primeira resenha do Garagem Hermética.
Veja aqui uma HQ da revista.


Onde encontrar encontrar o Garagem Hermética:

Super - Loja de Quadrinhos
Rua Gandavo, 58 - Vila Mariana
(Metrô Vila Mariana)

Comix Book Shop
Alameda Jaú, 1998 - Cerqueira César
(Metrô Consolação)

Livraria Novo Conhecer
Rua Heitor Penteado, 1618 - Sumaré
(Metrô Vila Madalena)

Livraria Morais
Rua Domingos de Moraes, 1800 - Vila Mariana
(Metrô Vila Mariana)

Quanta - Academia de Arte
Rua Minas Gerais, 27 – Higienópolis
(Metrô Consolação)

Você pode ainda enviar um email ou deixar um comentário no blog para comprar a revista pelo correio ao custo de R$ 4,00 (correio incluso).

28 setembro 2006

Mais 2X Garagem Hermética

Neste sábado, dia 30 de Setembro tem lançamento do Garagem Hermética na Quanta Academia de Artes.O pessoal do fanzine Garagem Hermética estará lá a partir das 11h da manhã, autografando as revistas e conversando com o pessoal.
Devido às minhas aulas eu, provavelmente, só chegarei após as 14h.

Quanta Academia de Artes
Rua Minas Gerais, 27 – Higienópolis,
São Paulo
3214-0553


E terça-feira, dia 03, estaremos às 16:00 na 2a Feira de Quadrinho e Arte, na Livraria Novo Conhecer.

Livraria Novo Conhecer
Rua Heitor Penteado, 1618
Sumaré, São Paulo
3872-9787

26 setembro 2006

Primeira resenha do Garagem Hermética

Há algum tempo atrás, eu ficava fascinado sempre que pegava um número da revista Animal pra ler. Era fantástico pegar uma revista onde a sua única certeza era que leria histórias de grande qualidade, mas cuja temática era a mais improvável possível. Só de ver um número novo na banca eu já ficava imaginando quantos pontos de vista completamente diferentes ela traria.
Ficava pensando como é que os editores conseguiam organizar de maneira coerente coisas tão diferentes como Charles Burns, Abulli e André Toral.
Ultimamante, estive um pouco do outro lado, organizando o Garagem Hermética junto com um pessoal que conheci na Putzgrila, e acho que o que me deu mais satisfação dessa experiência toda foi que colocamos juntas perspectivas tão diferentes quanto era possível e o resultado ficou coerente.
Imaginem a minha alegria quando vi que mesmo uma pessoa de fora desse processo sentiu a mesma coisa ao ler a revista.

Leia a primeira resenha do Garagem Hermética.
Veja aqui uma HQ da revista.

22 setembro 2006

Garagem e cinema

Hoje, acontece às 18h30, na Gibiteca Henfil, o lançamento oficial do Garagem Hermética, zine em que eu participo com a capa, uma ilustração interna e a HQ "Gutei e o Dedo".
Quem puder apareça por lá.
Modéstia à parte, o zine está muito bom.

Fora isso, queria chamar a atenção para O Festival de Cinema do Rio que começou, além de valer à pena por trazer filmes que dificilmente passam no circuito comercial, este ano tem uma seleção nota dez, quase todos os seus cineastas preferidos comparecem com novas produções.
Quem está em São Paulo, como eu, contenta-se em acompanhar pela Internet pra ter uma prévia do que deve vir aí na Mostra de São Paulo, em fins de outubro.

20 setembro 2006

Cinema, Aspirinas e Urubus é a indicação brasileira para o Oscar.

Essa é uma das primeiras vezes em que eu concordo com o filme que o Brasil indica para concorrer ao Oscar de filme estrangeiro.
Vejam o que eu disse sobre esse filme algum tempo atrás:


Cinema, Aspirinas e Urubus
Foi em algum filme do Wim Wenders que eu escutei que uma história se conta através do espaço entre os personagens.
Cinema, aspirinas e urubus está ganhando diversos prêmios e é o melhor filme dessa geração pernambucana exatamente porque seu diretor Marcelo Gomes sabe, como poucos, como usar esse espaço entre personalidades tão diferentes pra contar uma história sensível e complexa.
Eu disse complexa, mas poderia ter dito simples, porque esse é um daqueles casos contraditórios. O enredo é muito simples, poderia ser resumido em uma linha e estaria englobando toda a ação que ocorre em quase duas horas de projeção, mas estaria longe de dizer o que realmente acontece.
A trama, o conflito, a tensão são tratadas de maneira sutil e sugerida. Apesar das ações serem visíveis, as consequências de cada ato são internas e pessoais, a história surge na maneira como essas mudanças moldam o espaço entre os dois protagonistas.
Os primeiros minutos de andanças de Johann pelo agreste nordestino dos anos 40 são mero prólogo pra história que vai se desenvolver a partir do encontro deste alemão com o retirante Ranulpho.

16 setembro 2006

Miguel Rocha

Em 2004, quando visitei o 15º Festival de Bd da Amadora, acabei encontrando um conhecido de Coimbra que me alertou que, no fim da tarde, haveria uma sessão de autógrafos com Miguel Rocha de quem eu já era grande fã.
Como não daria tempo de voltar a Lisboa para pegar algum livro do artista, decidi ver outra exposição em um edifício próximo e voltar no horário dos autógrafos para comprar algum livro na exposição mesmo. Corri até o CNBDI pra ver a exposição de Neil Gaiman, mas acabei me perdendo pelo caminho e voltei o mais rápido que pude com medo de já ter perdido a hora. Chegando lá, percebi que já estavam quase acabando, a fila para autógrafos já ia minguando e eu torcia para que o artista não fosse embora antes que eu conseguisse algum livro seu para autografar.
No estande da Witloof, onde estava o conhecido que me avisara do evento, comprei um exemplar de “As pombinhas do Sr. Leitão” e entrei no fim da fila.
Cheguei ao Miguel quase pedindo desculpas por ser o último, mas sua simpatia e sua disponibilidade me fizeram relaxar e começar a fazer as típicas perguntas de fã. Como não havia mais ninguém depois de mim, ele fez um autógrafo desenhado e ficou mais de meia hora respondendo pacientemente todas as perguntas que eu fazia. A conversa foi ótima para me esclarecer um pouco da sua técnica de pintura que é feita basicamente com tinta acrílica quase pura e pincéis duros sobre papel espesso.
Miguel demonstrou ser não apenas um artista talentosíssimo com uma linha de pesquisa extremamente interessante, mas também um indivíduo modesto e muito acessível.
Conheci sua obra através do número quatro da revista Comix ( Devir) que encontrei na Bienal do Livro de São Paulo em 2004. Quando me mudei para Portugal, procurei tudo o que pude sobre o artista e descobri que ele era muito mais ousado e tinha trabalhos muito mais expressivos do que eu imaginava. Não foi à toa que seu “A vida numa colher” ganhou diversos prêmios e é sem sombra de dúvida uma obra-prima da BD Lusófona.Se você é um dos muitos que não tem acesso às edições portuguesas dos trabalhos de Miguel Rocha, aproveite para acessar aqui um de seus trabalhos on-line para conhecer esse ótimo artista.

14 setembro 2006

Curso de Tecnologia com Lelé

Seria um exagero dizer que o arquiteto João Filgueiras Lima, vulgo Lelé, é um desconhecido, mas posso afirmar com certeza que ele ainda não obteve o reconhecimento que merece pelo que já ofereceu à arquitetura.
Lelé não é só um dos maiores arquitetos brasileiros em atividade, mas também um dos que mais impulsionou o desenvolvimento tecnológico na arquitetura brasileira. Ele destacou-se em diversos ramos da arquitetura como conforto ambiental, estudos estruturais e principalmente arquitetura hospitalar, onde fez escola com os diversos edifícios da Rede Sarah.
Por essas e outras, em julho houve um curso em São Paulo, onde Lelé compartilhou parte de seu conhecimento em tecnologia, e agora os vídeos dessas palestras estão disponíveis aqui.

01 setembro 2006

Liberte-se das linhas







A tessitura do desejo.

A harmonia das linhas.

O discurso da forma.