21 fevereiro 2008

Filmes clássicos "refotografados"

Recentemente, em dois ensaios de temáticas bem semelhantes, as revistas Vanity Fair e Esquire fizeram interpretações fotográficas bem interessantes de cenas famosas da história do Cinema. Enquanto a primeira tem um caráter de homenagem mesmo a segunda fleta com a paródia chegando mesmo a um nível de piada em alguns momentos.



Vanity Fair reencena clássicos de Hitchcock com astros da atualidade.

















Jessica Alba reencena clássicos do cinema para a Esquire.


















Novo projeto de HQ

Enquanto a Garagem Hermética #4 não sai do forno, comecei a desenvolver um projeto novo pra futuras edições da revista.
Dêem uma espiada nos esboços preliminares:

30 janeiro 2008

139 anos de Quadrinhos Brasileiros.

Em 30 de janeiro de 1869, Angelo Agostini publicou "Nhô-Quim ou impressões de uma viagem à corte", a primeira série em quadrinhos brasileira.

28 janeiro 2008

Manifesto Quartomundista


Antes de tudo, quero avisar para não se preocuparem que vocês não lerão aqui nada parecido com “quadrinistas do mundo todo, uni-vos”. O título é só pra chamar a atenção. =)
A questão central é que definir exatamente o que é o Quarto Mundo é difícil inclusive para nós, tanto que se torna mais fácil definí-lo pelo o que ele não é: o Quarto Mundo não é uma editora, não é uma cooperativa, não é um selo de quadrinhos e não é uma distribuidora. Esse manifesto se propõe então a definir o mais precisamente possível qual é a idéia por trás do Quarto Mundo, tanto para o público leitor quanto para os quadrinistas que integram o coletivo, ou que virão a integrá-lo.
Pois bem, o Quarto Mundo é uma tentativa, um tanto quanto megalomaníaca, de viabilizar o surgimento de um mercado de quadrinhos nacional forte, estável, e acima de tudo, contínuo. Como a produção de quadrinhos brasileira hoje em dia é essencialmente feita de forma independente, nada mais óbvio então do que juntar forças entre esses diversos produtores independentes pra viabilizar a criação desse mercado.
Em qualquer mercado de quadrinhos no mundo (e não só o de quadrinhos, mas qualquer mercado cultural) existe uma sinergia entre o chamado mercado alternativo-underground e o mercado principal-mainstream. Um se alimenta do outro da seguinte maneira. No mercado alternativo é onde em geral acontece as experimentações, e por conseguinte, as evoluções da técnica e da linguagem artística. O mercado mainstrem por sua vez populariza essas inovações artísticas, renovando o mercado como um todo, elevando ele para um outro nível de qualidade até se estabilizar e se acomodar, provocando desta maneira uma nova série de experimentações no mercado alternativo. Assim sendo, o mercado alternativo de hoje tende a se transformar no mercado mainstream de amanhã que por sua vez forçará a criação de um novo mercado alternativo. Esse ciclo é extremamente benéfico e vitalizante para o mercado como um todo, pois é justamente o que o mantém sempre forte e contínuo.
No Brasil, no entanto, temos um caso suigeneris. Não podemos dizer que temos de fato um mercado de quadrinhos nacional pois justamente não temos esse ciclo de desenvolvimento entre o mercado alternativo e o mainstream. O resultado disso é que os poucos títulos mainstream publicados que obtiveram sucesso não prosseguiram em suas ações pois não existia um mercado alternativo forte que pudesse alimentá-los, seja com inovações técnicas e artísticas, ou principalmente, com novos quadrinistas que dariam prosseguimento a esse trabalho. Assim, o ciclo é quebrado, e sempre que uma nova investida é dada por alguém no mercado mainstream, a roda precisa ser inventada de novo, pois se perdeu o que se havia feito.
A conclusão a que podemos chegar com o que foi exposto até agora é que antes de pensar num mercado de quadrinhos nacional mainstream que seja forte e estável, é preciso construir um mercado alternativo que servirá como base de sustentação a esse mercado mainstream. E é aqui que entra o Quarto Mundo, pois como já foi dito, a nossa produção atual de quadrinhos é essencialmente independente, então o nosso coletivo se propõe a dar base de sustentação a essa produção para que futuramente algumas dessas revistas em quadrinhos (e os quadrinistas que as editam) possam, por suas vez, servir de base de sustentação para um possível mercado mainstream.
Para cumprir esse objetivo, o quarto mundo está apoiado em três pilares teóricos e práticos.
O primeiro deles refere-se ao próprio funcionamento do mercado cultural hoje em dia, que está apoiado na teoria econômica da Cauda Longa. O termo Cauda Longa foi criado em 2004 por , editor-chefe da revista Wired, e se popularizou através de um livro que ele escreveu intitulado The Long Tail. Em seu livro, Anderson analisa as alterações no mercado econômico, sobretudo na indústria cultural, em que ocorre um fenômeno de migração da cultura de massa para a cultura de nichos devido a convergência digital e da Internet, o que implica em um novo padrão de comportamento por parte dos consumidores.
O primeiro ramo da indústria cultural a sentir o impacto da Cauda Longa foi o da música, mas ela já está afetando em maior ou menor grau outros segmentos, como os quadrinhos. Dentro do escopo dessa nova economia, fenômenos de venda como os do Jim Lee ou a (para citarmos um exemplo nacional) dificilmente voltarão a acontecer. Cada vez mais deixaremos de ter esses grandes “hits” de vendas assim como teremos uma queda nas tiragens, ao mesmo tempo em que haverá um crescimento no número de títulos. Dentro da Cauda Longa, o custo de manutenção de um produto muito procurado é igual ao custo de manutenção de um produto procurado apenas por um número mínimo de consumidores, então nichos que antes eram ignorados pelas editoras passam agora a ter grande valor econômico.
Então o que mais interessa para o Quarto Mundo na Cauda Longa é que em um mercado de nicho, como é o caso dos quadrinhos independentes, o que importa não é a quantidade, mas a variedade. Ou seja, mais vale termos 100 revistas com tiragem de mil exemplares do que uma única revista com tiragem de 100 mil. O lucro que você obtém vendendo um exemplar de cada uma dessas 100 revistas é o mesmo que você teria vendendo 100 exemplares de uma única revista, mas as chances de você vender um exemplar de cada uma são maiores do que você vender 100 de uma, principalmente porque você pode vender diferentes revistas para uma única pessoa, mas não pode vender a mesma revista várias vezes para essa mesma pessoa (a não ser que ela tenha um sério problema de memória). Sem contar que com uma ampla variedade de títulos, as chances de o leitor se interessar por pelo menos um deles são bem maiores. Enfim, como as tiragens de nossas revistas são pequenas não há como ganharmos na economia de escala, mas através do coletivo e aplicando o modelo da Cauda Longa podemos potencializar os nossos ganhos com a economia de escopo.
E aí que está a importância das trocas de revistas promovidas pelos integrantes do Quarto Mundo entre si. Não apenas pelo fato de essas trocas viabilizarem a distribuição de nossas revistas por diversas regiões do país, mas também porque você terá um opção maior de títulos para oferecer aos leitores de sua própria região. É como se cada quadrinistas fosse uma editora com um amplo e variado catálogo de títulos. Como as trocas são feitas por valores iguais, o dinheiro que você vendeu da revista de outro quadrinista ficam para você. Assim, ganha você, que obtém um lucro maior pra reinvestir em sua própria revista. Ganha o quadrinista que teve a revista vendida por você, que ganhará um novo leitor de seu título e que eventualmente poderá difundir sua revista para outros possíveis leitores. E ganha o leitor, que descobriu uma opção a mais de leitura fora do universo das livrarias e bancas de jornais.
O segundo pilar no qual o quarto mundo está assentado é o que se convencionou chamar de . foi um autor de ficção científica que em resposta a um crítico literário que falou que a maioria das coisas que eram produzidas de sci-fi eram medíocres, disse que ele estava certo, 90% da produção em sci-fi é de fato medíocre, mas isso porque 90% do que é produzido em toda literatura também é.
Essa lei dos 90% de produção medíocre para os 10% de produção genial, apesar de se tratar de um pensamento hiperbólico, pode ser aplicada a qualquer mercado cultural, o que inclui os quadrinhos. Em geral, o que chega ao Brasil é apenas a nata da produção mundial, então não percebemos a quantidade de títulos medíocres que todo e qualquer mercado de quadrinhos possuí, seja o o norte-americano, o europeu, o japonês, etc. E não seria diferente com um possível mercado de quadrinhos brasileiro.
O problema é que o leitor brasileiro também só percebe a nata da produção mundial, e quando olha para as tentativas de produções brasileiras querem que essas produções já tenham logo de cara a genialidade que encontram nessas produções mundiais. Mas essas produções só chegaram a essa genialidade porque foram forçadas a superar os 90% de seu próprio mercado. É quase que um darwinismo aplicado aos quadrinhos.
Sendo assim, para termos uma boa quantidade de títulos brasileiros nos 10%, será preciso antes que tenhamos uma quantidade maior ainda de títulos nos 90%. Por isso que quanto mais quadrinistas se aventurarem a publicar de forma independente, melhor. Quanto mais gente publicando tivermos, mais acirrado será a “competição” entre eles, forçando o nível de qualidade de todo mundo a aumentar se quiser não ser deixado pra trás. Não devemos ser ingênuos, muitas das revistas publicadas atualmente não conseguirão sobreviver (o que não impede seus editores de tentarem de novo, com outras propostas e abordagem), mas as que sobreviverem, terão um nível de qualidade tão alto, que serão capazes de disputar frente à frente com os títulos gringos, quiçá, no próprio mercado deles.
Mas para que isso aconteça é preciso antes de tudo que a revista encontre seu leitor. Muitas revistas em quadrinhos morrem prematuramente não porque são tecnicamente ou artisticamente ruins, mas porque não conseguem chegar ao mínimo de leitores que poderiam atingir para sobreviverem. Uma das atuações do Quarto Mundo é justamente em não deixar que uma revista em quadrinhos independente morra por “infanticídio”. É preciso fazer como que ela encontre o seu público mínimo para poder ter tempo de crescer, amadurecer e assim se tornar competitiva se quiser futuramente atingir o seu potencial máximo de leitores.
De nada adianta, pro exemplo, tentar vender uma revista em quadrinhos de humor junkie para um público de super-heróis, assim como será inútil tentar vender uma revista de super-heróis para um público que curte humor junkie. Uma revista em quadrinhos só ganhará maturidade se tiver o feedback de seu próprio público leitor. A atuação do Quarto Mundo se dá então em ajudar a encontrar os modos e os canais de venda corretos para cada tipo de revista, onde ela possa encontrar o seu devido público leitor. Assim sendo, se uma revista conseguir chegar aos seus leitores corretos, e mesmo assim não tiver uma boa aceitação, saberemos de fato que é porque tal revista não possuí qualidades técnicas e artísticas suficientes para sobreviver dentro de sua própria proposta editorial, e não porque foi morta prematuramente sem sequer atingir seus potenciais leitores.
Por fim, o terceiro e último pilar do Quarto Mundo refere-se a própria organização do coletivo com base em um modelo em que não existem hierarquias e nem mesmo um comando central, estimulando deste modo uma colaboração livre e aberta entre seus integrantes. Esse modelo de organização baseado na colaboração mútua é chamada na nova economia de , ou simplesmente peering. As primeiras aplicações de peering se deram no campo da tecnologia, em especial, na de softwares de código-aberto, como é o caso do sistema operacional , mas hoje em dia esse tipo de organização já se espalhou para outros setores da economia. E a tendência é que cada vez mais se abandone as organizações hierárquicas e se passe a adotar uma organização horizontal.
Então dentro desse modelo de organização, cada quadrinistas no Quarto Mundo é como se fosse uma célula de um organismo maior, que é o próprio coletivo. Como uma célula, cada um sabe a sua função para manter esse organismo vivo. Algumas células podem ter maiores atribuições do que outras, mas não há relação de superioridade ou inferioridade entre elas.
Uma organização desse tipo só funciona quando há uma forte relação de confiança entre seus membros. Todo quadrinistas que está no Quarto Mundo, o está porque foi convidado por alguém que confia nele. O Quarto Mundo só funciona por causa dessa rede de confiança, que não pode ser quebrada de forma alguma, senão toda a organização poderá ruir.
A metáfora da falange é talvez o melhor modo pra explicar a dinâmica do Quarto Mundo. Na falange, o escudo de um soldado não é utilizado para proteger a si mesmo, mas sim para proteger ao homem que está lutando ao seu lado, que por sua vez usará o seu escudo pra proteger o próximo, e assim por diante. Você só é capaz de proteger o homem ao seu lado, porque tem plena confiança de que um outro homem também o está protegendo. Essa confiança nunca pode ser quebrada se a falange quiser manter-se de pé e lutando. E assim deve ser também no Quarto Mundo.
Então para concluir, é com base nesses três pilares apresentados que o Quarto Mundo se propõe a ajudar os quadrinistas independentes a publicarem, distribuírem, divulgarem e venderem as suas revistas. Para assim quem sabe um dia possamos ter de fato um mercado de quadrinhos nacional grande e forte, e não apenas uma “quitanda”. Se vamos conseguir atingir esse objetivo, não sabemos. Mas ninguém poderá dizer que ficamos de braços cruzados e nem ao menos tentamos.

Pra saber mais: http://4mundo.com/

11 janeiro 2008

24º Prêmio Angelo Agostini

Premiados:
Melhor Desenhista de 2007: Laudo Ferreira Junior
Melhor Roteirista de 2007: Anita Costa Prado
Melhor Cartunista de 2007: Marcio Baraldi
Melhor Lançamento de 2007: Menino Caranguejo (Splinter Comics)
Melhor Fanzine de 2007: Justiça Eterna (Sergio Chaves)
Troféu Jayme Cortez: Eloyr Pacheco
Mestres do Quadrinho Nacional: Aníbal Barros Cassal, Antônio Luiz Cagnin, Diamantino da Silva, Fernando Dias da Silva, Ofeliano de Almeida e Salatiel de Holanda


Data: 16 de fevereiro (sábado)
Local: Senac Lapa Faustolo (Rua Faustolo, 1.347 – Lapa

13h00 - Exibição do desenho Piconzé (1972) de Yppe Nakashima
14h20 - Palestra com Itsuo Nakashima
15h00 - Palestra Da Literatura aos Quadrinhos com Bira Dantas, Laudo Ferreira e Marcatti
16h00 - Apresentação de Lançamentos de Revistas de Autores Nacionais
16h30 - Entrega dos Prêmios Angelo Agostini no 24º Dia do Quadrinho Nacional

09 janeiro 2008

3 filmes de revisão

Atualmente, há três filmes em cartaz nos cinemas de São Paulo que ensaiam uma tarefa não muito fácil, revisar gêneros, oferecendo um novos pontos de vista e significados para formatos já exaustivamente trabalhados.

Em comum, todos os três tem uma coleção de prêmios que vem ganhando desde suas estréias e uma qualidade técnica e narrativa poucas vezes vista nas salas de exibição.

Em Paris

Chistophe Honoré ousa dar uma nova roupagem há Nouvelle Vague e se sai muito bem, integrando de maneira magistral, imagens e sons com atuações arrebatadoras.

A vida dos outros

Nada mais dificil para um diretor estreante que tentar dar um novo significado para a relação entre oprimido e opressor. Florian Henckel von Donnersmarck se sai muito bem nessa tarefa e mostra que uma mera história de espionagem pode conter muitas histórias.


Lady Chatterley

É muito arriscado transformar um romance erótico em uma narrativa visual sem fletar com a pornografia, mas Pascale Ferran não só consegue isso adaptando um dos livros mais polêmicos de todos os tempos, como também cria uma narrativa extremamente sensível e bela.

03 janeiro 2008

Lojas Virtuais: BODEGA

O que é a BODEGA ?

A BODEGA é uma loja virtual de quadrinhos independentes. Nela, você vai poder encontrar diversos títulos de quadrinhos independentes brasileiros e vai poder colocar o seu título à venda, alcançando assim, um número maior de leitores.

Na BODEGA você vai poder encontrar títulos como: AVENIDA, BRADO RETUMBANTE, CRÂNIO, DEFENSORES DA PÁTRIA, ENCANTARIAS, GARAGEM HERMÉTICA, HERÓIS BRAZUCAS, HOMEM GRILO, LEÃO NEGRO, MÁSCARA NOTURNA, METEORO, O GAÚCHO, PRISMARTE, QUADRINHÓPOLE, RAIO NEGRO, TURMA DO XAXADO, VELTA e muitos outros.

São títulos nos mais variados temas como AVENTURA, CLÁSSICOS, FICÇÃO, FOLCLORE, HISTÓRICOS, INFANTIL, POLICIAL, SEXO, SUPER-HERÓIS, TERROR, WESTERN e outros.

Já são quase 100 títulos a sua disposição. E, toda semana, temos novidades.

O endereço da BODEGA é :
http://www.leonardosantana.com.br/loja/ProdutosLoja.aspx

Caso queira saber como colocar o seu título em nossa loja, mande um e-mail para:
Lsantanabr2000@yahoo.com.br


Caso não queira mais receber as novidades do nosso site e projetos, envie um e-mail para lsantanabr2000@yahoo.com.br solicitando o seu descadastramento de nossa mala direta.

19 dezembro 2007

Pequeno Grande Filme ou Quando Scorsese virou Hitchcock

Fica aqui um presente de Natal para todos os cinéfilos, principalmente aqueles, como eu, que perdem o fôlego quando assistem aos filmes de Alfred Hitchcock.
Aparentemente, esta produção de Scorsese é apenas uma propaganda para um produtor de vinhos, mas para quem curte cinema é uma bela obra de arte que homenageia não apenas diversas produções de Hitchcock, mas também alguns de seus colaboradores como Saul Bass e Bernard Hermann.
Feliz Natal e Bom Filme.

Dica: Espere carregar o arquivo inteiro antes de carregar play e veja em tela cheia.

26 novembro 2007

Maratona Devir

Durante a próxima Maratona HQ da Devir a Garagem Hermética estará representada por seus sócios Cadu Simões, Edu Mendes e Nobu Chinen em algumas das atividades realizadas. Confira a programação completa e não deixe de comprar a Garagem Hermética na banca independente presente no evento.




Dia 30/11 (Sexta-feira)

19 h – MESAS DE RPG – abertas e para principiantes!

22 h – LIVE ACTION – VAMPIRO: O REQUIÉM!
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Dia 01/12 (Sábado)

10h – Começa a Jam-Session de quadrinhos com a participação do público e profissionais! Coordenação de Will, Cadu Simões, Edu Mendes, Marcos Venceslau, Sergio Chaves, Alex Mir, Daniel Esteves, Leonardo Pascoal e Gil Tokio.

11h – Palestra - "COMO PRODUZIR ILUSTRAÇÕES", da Impacto Quadrinhos.
(Faça sua Pré-inscrição)

11h-12h - Análise de Portifólios - com a escola Impacto Quadrinhos.

14h – Oficina de Mangá - com Área E - Escola de Mangá! (Faça sua Pré-inscrição)


15h – GINCANA HQ - O professor e especialista em quadrinhos Waldomiro Vergueiro é o apresentador de uma gincana onde Super-Nerds poderão pôr à prova seus conhecimentos sobre o mundo dos quadrinhos e ganhar dezenas de prêmios! (Faça sua Pré-inscrição)

16h – Oficina de Fanzines - "APRENDA AS DIVERSAS MANEIRAS DE MONTAR SEU FANZINE”, com Marcos Venceslau! (Faça sua Pré-inscrição)


17h – Roteiro de HQs - com Daniel Esteves. (Faça sua Pré-inscrição)

18h – O jornalista Paulo Ramos é o mediador no debate: “A EVOLUÇÃO E ATUAL SITUAÇÃO DOS QUADRINHOS INDEPENDENTES”, com Cadu Simões, Marcos Venceslau, Daniel Esteves, Sérgio Chaves e Gil Tokio. (Faça sua Pré-inscrição)

19h – Oficina de Tirinhas: "A ARTE DA GUERRA PARA QUADRINISTAS FRUSTRADOS”, com Leonardo Pascoal
(Faça sua Pré-inscrição)

20h – Bate-papo – “O ANO DE 2007 PELO OLHAR DOS JORNALISTAS DE QUADRINHOS!”
Com Paulo Ramos e Sidney Gusman! (Faça sua Pré-inscrição)

21h – DUELO DE SKETCHES: com Ivan Reis, Renato Guedes e Luke Ross – darão autógrafos e fazem uma batalha de sketches!

22h – Lourenço Mutarelli, o Teatro de Sombras e os quadrinhos em cena!
O autor de O Cheiro do Ralo, conta mais sobre o seu novo livro “O Teatro de Sombras”!
(Faça sua Pré-inscrição)

00h – Começa o Café da Manhã para Insones famintos até às 06h


00h – Bate-papo: "SEXO, DROGAS E ROCK 'N’ ROLL NAS HQS INDEPENDENTES", com o pesquisador Nobu Chinen (Faça sua Pré-inscrição)

01h – Palestra - “O QUE É O QUARTO MUNDO?” com Will, Cadu Simões, Edu Mendes, Leonardo Pascoal, Alex Mir (Faça sua Pré-inscrição)

02h – Bate-papo - “O PAPEL DA INTERNET NA PRODUÇÃO INDEPENDENTE”
com Leonardo Pascoal, Harriot Jr., Cadu Simões, Will (Faça sua Pré-inscrição)


03h – COMICS POKER – Aquela meia-dúzia que se recusa a ir para casa, tem a oportunidade de aprender a jogar pôquer usando quadrinhos importados como fichas! (não, você não precisa trazer as suas HQ’s de casa, a Devir banca as suas apostas iniciais, dando aos participantes uma centena de quadrinhos)
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Dia 02/12 (Domingo)

12h – Oficina de Mangás, com Área E - Escola de Mangá! (Faça sua Pré-inscrição)

13h – Análise de Portifólios com a escola Impacto Quadrinhos.


14h – Oficina de Mangás, com Área E - Escola de Mangá! (Faça sua Pré-inscrição)

15h – Gincana de HQ’s

16h – Bate-papo - “DISTRIBUIÇÃO E COMERCIALIZAÇÃO DE PUBLICAÇÕES INDEPENDENTES”com Marcos Venceslau, Leonardo Pascoal.(Faça sua Pré-inscrição)
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LOCAL: Salão de Eventos Devir - R. Teodureto Souto, 624 - Cambuci
INSCRIÇÕES ATÉ 29/11- ATRAVÉS DO TEL: (11) 2127-8787

12 novembro 2007

Prévia da Garagem Hermética # 4


Caramba, mais um pianista????????

03 novembro 2007

FestComix

Neste domingo, 4/11, estarei no FestComix conversando com o público e promovendo o número 3 da Garagem Hermética entre 14h e 15h ao lado da banca independente.

Passem por lá.
Para mais informações cliquem na imagem acima.



21 outubro 2007

Boletim Edudrix - Mostra de Cinema 2007

Mais um ano, mais uma Mostra.
Este ano com um diferencial. Poucas vezes me vi com tantos filmes de destaque pra assistir. Desde que comecei a freqüentar a Mostra há uns 10 anos, nunca vi uma seleção com tantos ilustres atores e diretores e destaques de festivais. Resultado, fiz uma lista com quase 50 filmes que eu "precisava" ver. Impossível. Acabei me atendo a uma programação com mais ou menos 20 títulos.
Como de praxe, vou tentar fazer uma breve resenha despretenciosa e totalmente subjetiva de cada filme a que assistir. Sempre que possível, vou colocar o link do trailer no título do filme.
Este ano, ao invés de dar notas, vou organizar os filmes por ordem de preferência.
Boa Mostra. Divirtam-se.

Em Paris, de Christophe Honoré
Não só o melhor filme que vi na Mostra, mas também o Melhor filme que vi neste ano todo.
Uma obra de arte completa que relata os relacionamentos a partir dos pontos de vista de três homens que acabam por viver juntos quando um deles volta a casa paterna para viver com o irmão e o pai após o fim de seu casamento. Reune os dois melhores atores da nova geração francesa: Romain Duris e Louis Garrel


Medo da verdade, de Ben Afleck
Uma grata surpresa. Apesar de ser um ator canastrão, Ben Afleck é um puta diretor. Seu irmão é um grande ator. E o roteiro constrói muito bem uma história de detetive realista e cheia de surpresas e reviravoltas.
O personagem central é um dos anti-heróis mais bem compostos que já vi no cinema.


O Mundo, de Jia Zhang-Ke
Jia Zhang-Ke é um dos diretores mais interessantes da atualidade. O ritmo e maneira como escolhe enquadrar a temática das mutações da sociedade chinesa são extremamente inovadores.
É certo que ele exige muito do espectador e seus filmes sempre deixam um sabor um pouco amargo no fim da projeção, mas ainda assim você vai querer rever tudo no dia seguinte.

Paranoid Park, de Gus Van Sant
Van Sant volta a tratar da juventude norte-americana acompanhando o dia-a-dia de um adolescente que se vê envolvido em uma morte acidental. Fotografia impactante do sempre fantástico Christopher Doyle.





Canções de amor, de Christophe Honoré
Eu não havia me programado pra ver este filme, mas depois de ver "Em Paris", procurei a produção mais recente no Honoré na repescagem e não me arrependi. Pela primeira vez na vida, vi um musical e gostei. A história acompanha o personagem principal em suas andaças por Paris na tentativa de preencher o vazio deixado pela morte da namorada.

Cada um com seu cinema, de diversos diretores
Em comemoração aos 60 anos de Cannes, uma coleção de 32 curtas de 3min que têm como tema o cinema. A qualidade oscila muito, como é comum nesse tipo de projeto. Meu preferido foi "Diário de um espectador" de Nanni Moretti.
Alguns filmes como os de Wong Kar-Wai, Lars Von Trier , dos irmãos Dardenne, de Zhang Yimou , de Alejandro González Iñárritu e de Walter Sales estão disponíveis no You Tube.



Sonhando Acordado, de Michel Gondry
Sonho e realidade se confundem na vida de um artista inventor que se apaixona pela vizinha. Talvez esta seja uma das melhores atuações da carreira de Bernal e talvez um dos filmes mais psicodélicos que já vi.
Altamente recomendável pra quem gostou de "Quero ser John Malcovich".


Persépolis, de Marjane Satrapi, Vincent Paronnaud
Animação que adapta a história em quadrinhos onde Satrapi conta sua infância e adolescência no Irã e na Áustria. Tão bom, ou talvez melhor que o original.





I'm not there, de Todd Haynes
Vários atores, em uma narrativa aberta e nem um pouco linear retratam as várias facetas de Bob Dylan. O destaque fica para as representações magistrais de Cate Blanchet e Christian Bale.






Senhores do Crime, de David Cronenberg
Um ótimo filme de gangsters muito bem realizado com uma cena antológica de luta. Só isso. Não espere nada que vá mudar sua vida.





Mutum, de Sandra Kogut
Mais um filme que trata da temática da vida no sertão brasileiro.
Trabalho muito sensível de adaptação de "Miguilim" de Guimarães Rosa.





Glória ao cineasta, de Takeshi Kitano
Desta vez, Kitano deixa de lado os dramas e filmes profundos simplesmente pra tirar um sarro e mostrar como mesmo brincando ele dirige melhor que muita gente. Vale para os fãs do diretor japonês que vão dar boas risadas.




Déficit, de Gael Garcia Bernal
Inegavelmente, Bernal é o astro deste ano na Mostra de SP. Além de participar de vários filmes na programação, o mexicano faz seu debut de realizador com este filme que me lembrou muito o finado movimento Dogma, principalmente o perturbador Festa de família. A câmera quase documental, acompanha o filho de um político e seus amigos em uma festa na casa de campo da família. O personagem principal sintetisa a crise de identidade da burguesia latino-americana.

Kimera, de Paul Auster
Sempre que Paul Auster dirige um filme, eu vou na estréia esperando encontrar aquele impacto que seus livros me causam e sempre me decepciono. O filme deste escritor que encontra sua musa em carne e osso não é ruim, mas é mera diversão de sábado a noite.



Valente, de Neil Jordan
Estão lá todos os ingredientes de um filme tipicamente hollywoodiano com uma única exceção: o final moralista tão comum nas produções de grandes estúdios. O fim com certeza salva o filme de um diretor que mesmo estando competente aqui, já fez muito melhor antes. Bom, já contei quase tudo dessa produção que analisa como a violência afeta a psique humana e sobre como é tênue a linha que separa a justiça da vingança.


O Preço da Coragem, de Michael Winterbottom
Filme que reconta o sequestro do jornalista Daniel Pearl no Afeganistão e a luta de sua esposa grávida em busca de informações sobre o marido.
Como todo filme de Winterbottom é forte e te deixa uma sensação de mal-estar existêncial, te fazendo ter vergonha de pertencer a raça humana, mas é inferior a seus outros filmes.


Blind Mountain, de Li Yang
Uma garota é sequestrada e vendida como esposa a uma camponês no interior da China. Este drama explora todas as implicações sociais, culturais e policiais deste hábito tão estranho e comum por aqueles lados.



Mal Nascida, de João Canijo
O realizador português de "Noite Escura" e "Ganhar a vida" volta aos seus temas preferidos: violência, sexo e incomunicabilidade. Desta vez, encena em uma aldeia portuguesa e coloca pitadas de incesto para apimentar a receita. Interessante notar como há algumas personalidades recorrentes nos filmes de Canijo.


Moebius Redux, de Hasko Baumann
Documentário televisivo que tentar traçar um panorama da extensa carreira do artista gráfico Jean Giraud "Moebius". Não traz nenhuma informação nova. Vale pra quem não conhece o trabalho de Moebius.




Império dos sonhos, de David Lynch
Imagine pegar um livro de 500 páginas, tirar os números das folhas, misturar tudo e jogar algumas partes fora. Agora, você dá pra alguém ler e pergunta sobre o que trata a trama.
Mais um filme quebra-cabeça de David Lynch. Todos saem do cinema com teorias e querendo ir logo a internet pra descobrir qual era a história do filme.


Invisíveis, de diversos diretores.
Documentário produzido pela organização Médicos Sem Fronteiras e que denuncia o sofrimento de muita gente sem voz na mídia. Analisa desde a exploração infantil em guerras na África até a ganância da indústria farmacêutica. Grande valor social, mas sem qualquer valor artístico.



Brigada Pára-quedista, de Evaldo Mocarzel
Toda trabalho artístico contém um discurso e quando o documentarista decide se omitir e simplesmente registrar o que vê como se não tivesse opinião nenhuma o resultado é um trabalho vazio. Pra qualquer civil que assiste, resta apenas a diversão de ver os estranhos costumes que ficam restritos aos quartéis como gritos de guerra nacionalistas e o estranho companheirismo que existe entre militares.
A Mostra deste ano começou como sendo de Garcia Bernal e terminou com a descoberta de Chistophe Honoré e Louis Garrel. Todo ano é sempre um conjunto de surpresas agradáveis.
Até o ano que vem...

14 outubro 2007

4º Mundo

Não basta pra um quadrinhista ser eficiente no papel. Diversos gênios ficaram relegados a um segundo plano e migraram para outras áreas pensando na sobrevivência diária por não conseguirem se destacar e sobreviver com sua arte.
Entretanto, quanta coisa importante já surgiu quando artistas de qualidade, mas ainda desconhecidos, persistiram e muitas vezes se uniram pra construir algo.
A história dos quadrinhos brasileiros é cheia nomes que vingaram não apenas pela sua genialidade, mas principalmente pela determinação e persistência. Ninguém saberia de gente como Luis Gê, Marcatti, Muttarelli, Bá e Moon se esses caras não tivessem persistido e, em muitos pontos das suas carreiras, não tivessem se unido a outros artistas buscando um espaço no meio.

Por que é que eu estou falando disso tudo?
Pode-se dizer que os quadrinhos brasileiros chegaram em um momento único, pois o mês de outubro tem sido bem importante para os artistas independentes. Depois de estrear no evento HQ na BA, o coletivo que assumiu o nome de 4º Mundo, preparou para o Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte (FIQ), sua primeira incursão ambiciosa pra realmente chamar a atenção, reunir artistas do brasil todo e esquematizar a distribuição de revistas pelo país.
É aquela velha história de que a união faz a força. Ao invés de ficar trocando histórias tristes, os quadrinhistas independentes resolveram se unir pra forçar a abertura de um espaço no “mercado” ( notem as aspas) de HQs brasileiro.
Qualquer um que já tentou publicar um fanzine ou revista por conta própria sabe que fazer boas histórias é apenas a primeira dificuldade que se enfrenta. O bicho de sete cabeças está mais a frente e tem nomes como “distribuição” e "divulgação". Está certo que a internet facilita e muito o contato entre artistas e leitores, mas o legal mesmo é quando a revista já está próxima do leitor.
Essa união que já havia começado de maneira informal não só tem levado publicações independentes pro Brasil inteiro, mas também tem atraído a atenção de todos em eventos e notícias em jornais, internet e Tv.
Cada artista, a sua maneira, tem a ajudado como pode, fazendo contatos, vendendo revistas e usando a sua cara-de-pau das mais diversas maneiras pra mostrar pra quem lê quadrinhos que existem alternativas de qualidade ao que hoje se encontra nas bancas.
Quem der um pesquisada pelos títulos que estamos distribuindo vai ver que tem de tudo: de trabalhos com um enfoque mais comercial até publicações extremamente autorais
Entre as conquistas que já podemos comemorar, pode-se destacar a nossa banca independente que já frequentou os mais diversos eventos (e ainda chegará em eventos que pouca gente imagina), o conjunto de oficinas que temos ministrado em bibliotecas públicas ao longo de 2006 e 2007 e o espaço que temos conquistado entre veículos jornalísticos como Pop Balões, Universo HQ, Blog dos Quadrinhos, Gibizada, Metro, TV Cultura, Jornal da USP e outros.
Quem estiver em Belo Horizonte nos próximos dias e quiser conferir nossos trabalhos é só procurar no FIQ pelo logo do 4º Mundo e encontrará o estande do grupo.
Já pra quem estiver em São Paulo, pode aproveitar na sexta de manhã pra conferir uma aula que darei a convite do Prof. Waldomiro Vergueiro na ECA-USP, falando de Hqs Independentes pra turma de “Diagramação de Histórias em Quadrinhos”.

Confira o Blog do 4º Mundo a comunidade no Orkut e a reportagem que o jornalista Paulo Ramos fez a respeito do assunto para o Metrópolis da Tv Cultura.



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OUTUBRO
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